The Firebrat

Hoje eu estou aqui para contar uma história diferente, diferente de qualquer outra que você já leu por aqui. Firebrats, ou traças do livro (ou ainda, em tradução literal, pivete de fogo, entenda como quiser), são pequenos insetos bastante esquisitos e intimidadores cuja principal fonte de nutrientes são os livros. Vou contar uma história de uma menina que se parece muito com esse animalzinho.

Ela nunca soube diferenciar realidade e fantasia, sempre viveu em um mundo totalmente seu. Tendo como suas principais referências, seus personagens favoritos dos livros.

Ela cresceu acreditando em 6 coisas impossíveis para se pensar antes do café da manhã:

  1. Existe uma poção que faz você encolher
  2. Um bolo que faz você crescer
  3. Animais sabem falar
  4. Gatos podem desaparecer
  5. O País das Maravilhas existe
  6. Eu posso matar o Jaguardart

“Acreditava que nada era impossível se tudo isso fosse possível”. Apesar desse lado otimista era um pouco tímida, tinha medos e expectativas, sempre escutou mais os problemas dos outros e escondeu os seus, era bastante companheira para todas as pessoas que conviviam. Se tivesse que enfrentar uma dessas pessoas para dizer que estão erradas não hesitava em fazer. E já perdeu grandes amigos por isso, mas sempre teve essa frase em mente:

“É preciso ter coragem para enfrentar os inimigos, e ainda mais para enfrentar os amigos”

Nunca escolheu o tipo de pessoa que ela queria ao seu redor, sempre foi livre de preconceitos, nunca se preocupou com lugar de onde vem, cor, classe, religião, orientação sexual, tudo o que ela acreditava era que: “Embora venhamos de lugares diferentes, falemos línguas diferentes, nossos corações batem como um só”

Saiu de casa cedo para correr atrás dos seus sonhos e resolveu enfrentar o mundo como se fosse um Jogos Vorazes, sempre fazendo o possível “para a sorte estar ao seu favor”. Mas muitas vezes isso não aconteceu, pois, as dificuldades sempre existem. Foram essas dificuldades que a fizeram ser o que é hoje. Se agarrando na coragem e muita determinação, nunca se preocupando com opiniões, ela foi enfrentando esse mundo atrás dos seus sonhos.

Uma vez ela leu essa seguinte frase em um livro:

“Morrer no Lugar de quem eu amo parece ser uma boa maneira de partir”

E ficou se questionando se alguém é capaz de amar assim? Com o tempo ela foi percebendo que é capaz sim, por todas as pessoas que ela ama na sua vida, apesar de ser “bem fria como o gelo”, ela morreria por todos eles.

Mas quem é essa menina?

O que ela está fazendo agora?

Essa menina hoje se formou para professora, assim como uma Anne. Está metida a escritora, aprendendo e desenhando marcas de poder no seu corpo para enfrentar seus demônios dia após dia. Se aceitando como ela realmente é e o que ela realmente quer ser:

Escritora

E seu nome é Nathália Emanuelle Santos, ela tira seus superpoderes de todos os livros que ela “come”.

Mas não pense meu caro leitor que ela parou por aqui. Ela acredita que temos “infinitas possibilidades” para sermos o que quiser.


Escritora: Nathália Santos

Ilustração: Brendom Rodarte

2 comentários sobre “The Firebrat

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